domingo, 6 de novembro de 2011

Minha herança

Não sei o que dizer, o que pensar com clareza.

Não tenho clareza de nada, certezas, nenhuma!

Quando nos deparamos com a humanidade do outro, com tudo o que isso carrega e todas as conseqüências que isso traz, as conclusões, as referências, os julgamentos quase se esvaem.

Fui pra resolver, dar um basta, concluir e voltei sem conseguir definitivamente fazê-lo.

Me deparar com a humanidade, diante de toda a história construída, abalada e destruída, me dá medo, desespero, dor. Tenho medo de ser enganada de novo, me sinto desesperada por ter dúvida se aquilo foi verdade, sinto dor “pelos foras que a vida me deu”, muita dor.

Por que fui olhar, perguntar, ver? Por que fui querer saber, fui dar ouvidos à sua humanidade? Por que?

Isso fez com que eu me deparasse com a minha, olhasse e sentisse de forma “passional”; por alguns instantes quis me esquecer da racionalidade de resolver, acabar, concluir e me dar a oportunidade de olhar pras nossas humanidades.

Nenhuma certeza: por medo de acreditar na humanidade, por medo de ter esperança, ou por medo de ser novamente enganada?

Não sei! Sei que sou humana!

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