Falando de mim posso dizer:
É daquelas coisas que não se explica, pois não se pode.
Aquelas que esperamos aflitamente e quando encontramos quase que não acreditamos.
Pensamos, juntamos os pontos, refizemos os caminhos e a linha do tempo, mas não tivemos respostas exatas. E é pra ter??? Não posso, não sei!
Fico desprovida de meus maiores bens (ou seriam escudos?) – controle e razão. E agora, o que será de mim?
Você me tira de mim! Ou será que me faz ver – através de seus olhos generosos – o que ainda não vejo?
Nunca tive certezas sobre mim através dos seus olhos... Como eles viram tanto? Por que vi tão pouco?
Pois é do que a razão não acolhe... Não há conforto, acomodação. Há carinho e críticas, assim como sou fortaleza e fragilidade.
Fico perdida ao escrever, corrijo as palavras como nunca faço, apago, reescrevo, edito, mas não me acho.
Acho que em relação a você preciso reaprender, desarmar, perder o controle. Confiar que iremos nos proteger.
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