terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Marco zero: alecrim

Hoje foi tudo demais pra mim ou talvez já vinha sendo e agora enchi.

Médico, corpo, exames, doenças... cuidar de mim, diferente do que vinha sendo.

Marco zero! disse ele pra mim.

Como zerar se faz parte de mim? questiono a mim mesma.

Dois botões: o da kilometragem rodada marca a história que não pode ser apagada; o da caminhada, do trajeto percoRRIDO, pode zerar.

Depois o trabalho... que trabalho!

Não era aquele que eu queria zerar? Acabar para começar outro!

E as amizades que eu enchi, esvaziei e agora preciso alimentar... que serão delas e de mim?

As falas, meus desabafos, reclamações, chateações... me enchi delas e agora que elas me encheram, preciso zerar.

CHEGA delas, de me encher com elas, me encharcar com elas.

CHEGA!

Vazio, silêncio; para me achar, me encher de outras coisas – novas e boas.

Demarcar um ponto de início, zerar para recomeçar, 00000, zero! O RIDO, o IDO, o que JÁ FOI! Para depois ser RISO!

Quero esvaziar, derreter como vela, macerar as angústias e tomar banho de alecrim!

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