Hoje foi tudo demais pra mim ou talvez já vinha sendo e agora enchi.
Médico, corpo, exames, doenças... cuidar de mim, diferente do que vinha sendo.
Marco zero! disse ele pra mim.
Como zerar se faz parte de mim? questiono a mim mesma.
Dois botões: o da kilometragem rodada marca a história que não pode ser apagada; o da caminhada, do trajeto percoRRIDO, pode zerar.
Depois o trabalho... que trabalho!
Não era aquele que eu queria zerar? Acabar para começar outro!
E as amizades que eu enchi, esvaziei e agora preciso alimentar... que serão delas e de mim?
As falas, meus desabafos, reclamações, chateações... me enchi delas e agora que elas me encheram, preciso zerar.
CHEGA delas, de me encher com elas, me encharcar com elas.
CHEGA!
Vazio, silêncio; para me achar, me encher de outras coisas – novas e boas.
Demarcar um ponto de início, zerar para recomeçar, 00000, zero! O RIDO, o IDO, o que JÁ FOI! Para depois ser RISO!
Quero esvaziar, derreter como vela, macerar as angústias e tomar banho de alecrim!
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